A SAF do Botafogo informou que abrirá o escritório para o Clube Social analisar documentos financeiros, após receber notificação judicial. O objetivo é esclarecer possíveis discrepâncias em aportes e transações vinculadas à compra do clube.
Segundo a nota, o associativo, detentor de 10% das ações, suspeita de falta de transparência e possível descumprimento de cláusulas da compra. Já foram enviadas três notificações para a divulgação de documentos e movimentações financeiras.
A SAF anunciou que a reunião para apresentação integral da documentação será realizada na próxima semana. O acordo de acionistas prevê atuação fiscalizadora do Clube Social, que também contratou consultoria financeira para acompanhar o tema.
Controvérsias e contexto
Entre os pontos em disputa está o investimento acordado de 400 milhões de reais, com apenas parte recebida pelo Lyon, braço da Eagle de Textor. Membros do associativo defendem que o dinheiro acionou a negociação, mas o prazo de uso permaneceu em aberto.
A situação envolve disputas entre Textor, a Eagle e a Ares, credora da holding. Há ainda um processo arbitral previsto para os próximos meses, com a opção de resolução pela FGV, conforme decisão recente.
O Botafogo afirma que o Lyon transferiu valor superior ao esperado e que a contribuição total foi depositada antecipadamente desde maio de 2024, quase um ano antes do prazo. A entidade ressalta transparência e cooperação com o associativo.
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