Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, pediu ao Ministério Público a abertura de investigação contra Osmar Stabile, presidente do clube, e William Tapara de Oliveira, o Índio, diretor-adjunto jurídico. A acusação sustenta coação de um torcedor para ele prestar falso testemunho contra Tuma.
Segundo a denúncia, os envolvidos teriam tramado para prejudicar a reputação de Tuma em meio a um momento de instabilidade política e próximo a votações internas no clube, incluindo contas, eleição presidencial e disputas de poder.
A denúncia aponta que Osni Fernando Luiz, conhecido como Cicatriz, foi coagido a declarar ter sido agredido por Tuma no Parque São Jorge, no dia 6 de março. A alegação envolve uso de mensagens e pressões para forjar o relato.
O torcedor teria sido convidado a visitar o CT Joaquim Grava em 17 de março, de modo a manter contato com o elenco e receber uma camisa autografada, supostamente como recompensa pela participação no plano. O objetivo seria desestabilizar Tuma politicamente.
Elementos da denúncia
Tuma afirma que o relato de Cicatriz indica eventual aliciamento do torcedor por Stabile, Índio e o grupo político ligado ao presidente, visando pavimentar o afastamento do dirigente por infração ética. Cicatriz tem histórico recente de incidentes no clube.
Segundo o documento, o Ministério Público poderá enquadrar os fatos como constrangimento ilegal, denúncia caluniosa e falso testemunho, caso aceite a denúncia. A pasta também foi requisitada a analisar imagens de câmeras internas da pizzaria e de áreas externas do clube.
A reportagem entrou em contato com Osmar Stabile e com William Tapara de Oliveira para comentários; a publicação será atualizada se houver manifestação. O MP ainda não informou prazo para decisão sobre abertura de investigação.
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