O acidente envolvendo Oliver Bearman, da Haas, no GP do Japão, expõe falhas no novo regulamento da Fórmula 1 de 2026. A colisão ocorreu durante uma fase de gestão de energia, quando Bearman acelerava atrás de Franco Colapinto, da Alpine, que recarregava a bateria.
Bearman perdeu velocidade ao tentar evitar o choque com Colapinto, atingiu a grama, bateu em placas de sinalização, rodou e só parou na barreira. Estava a cerca de 262 km/h; Colapinto, que recuou para manter distância, vinha com velocidade significativamente menor.
O piloto da Haas escapou com uma contusão no joelho, enquanto Colapinto reduziu o risco de batida direta. O incidente reacende o debate sobre os efeitos da maior participação elétrica na potência total, que subiu de 15% para 50% em 2026.
Impacto das mudanças energéticas
Fernando Alonso, Aston Martin, criticou as alterações, afirmando que ultrapassagens viraram manobras evasivas, com baterias carregadas superiores à do carro da frente. A reação sinaliza preocupação com cenários de alto risco em circuitos com velocidade elevada.
Carlos Sainz, líder da GPDA, apontou a existência de áreas de escape como fator evitador de colisões. Ele disse que futuras corridas com altas velocidades perto de muros poderiam exigir mudanças urgentes no regulamento.
Oscar Piastri, McLaren, reconheceu dificuldade de solução rápida para o tema. Ele citou quase colisão com Nico Hülkenberg em treino livre como exemplo de aproximações imprevisíveis com desaceleração instantânea.
Comitê regulador e próximos passos
A FIA anunciou revisão estruturada do regulamento técnico durante a pausa de abril. Quaisquer alterações em energia exigirão simulações cuidadosas e análises detalhadas, com participação de equipes e fabricantes, para aumentar a segurança.
Conflitos no Oriente Médio levaram ao cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita. A FIA reforça que seguirá trabalhando em estreita colaboração com as partes envolvidas para manter o foco na segurança do esporte.
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