Max Verstappen revela que avalia deixar a F1 ao fim de 2026, em meio a insatisfação com as mudanças técnicas. O piloto da Red Bull falou ao fim do GP do Japão, em Suzuka, após terminar em oitavo. A informação foi veiculada pelo De Telegraaf e pela BBC.
O holandês afirma que a insatisfação não decorre apenas do desempenho da equipe, mas da forma de pilotar com os novos regulamentos. Segundo ele, a dependência da parte elétrica alterou a condução e tirou o lado natural da pilotagem.
Entre os impactos citados, Verstappen critica a recarga da bateria durante as voltas. Os carros ficaram menos eficientes nas retas, o que gerou debates sobre a artificialidade das disputas e sobre a diversão no esporte.
Em 2026, a Fórmula 1 introduziu mudanças no regulamento técnico e de motores, com chassi menor e sistema de potência mais complexo. A eletricidade passou a representar grande parte da potência, enquanto o recorte de ultrapassagens mudou o estilo das disputas.
O tetracampeão não atribui a reprovação ao desempenho da Red Bull, reconhecendo a relação próxima com a equipe, a quem classifica como segunda família. Mesmo assim, admite enfrentar dificuldade para se adaptar às novas regras e diz buscar entender os próximos passos.
Segundo o jornalista Erik van Haren, do Telegraaf, as próximas semanas serão decisivas para a decisão de Verstappen. O contrato com a Red Bull vai até 2028, com possibilidade de cláusulas de liberação em caso de desempenho insatisfatório.
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