Oliver Bearman foi protagonista de um acidente durante o GP do Japão neste domingo, em Suzuka. O britânico da Haas tentou ultrapassar Franco Colapinto na saída da curva Spoon e perdeu o controle ao tocar a grama, atingindo a barreira. A batida tirou Bearman da prova, vencida por Kimi Antonelli.
O momento ganhou contornos técnicos após a análise de tempo real: Bearman acionou o modo de ultrapassagem enquanto Colapinto reduziu a velocidade para 174 km/h, gerando uma diferença de quase 100 km/h entre os dois carros em uma zona de alta velocidade. O britânico chegou a destruir placas de sinalização na colisão.
Ayao Komatsu, chefe da Haas, afastou qualquer culpa do argentino e apontou uma combinação de agressividade de Bearman com características do traçado. Segundo o dirigente, a Haas opera com vantagem de velocidade naquela região, o que incentivou a tentativa de ultrapassagem, mas o cálculo acabou falhando. Bearman reconheceu o erro e afirmou que poderia ter feito diferente.
Regulação e consequências técnicas
A colisão reacendeu o debate sobre o regulamento de 2026, que exige gerenciamento manual da recarga de baterias. A nova configuração tem gerado descarregamentos súbitos na saída de curvas, fenômeno já chamado de superclipping. Estrelas como Max Verstappen e Lando Norris expressaram preocupação com riscos de colisões diante de oscilações de velocidade entre carros próximos.
Em resposta aos acontecimentos, a FIA informou que manterá reuniões técnicas em abril para avaliar ajustes, embora tenha considerado prematuras mudanças rápidas. Bearman passará por novas avaliações na semana, e a expectativa é de que esteja apto para alinhar no grid no GP de Miami, programado para 3 de maio.
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