A SAF do Botafogo acionou o Olympique Lyonnais na Justiça do Rio de Janeiro, cobrando mais de R$ 745 milhões. A ação foi protocolada na última sexta-feira (3) e envolve empréstimos e transferências dentro do grupo Eagle Football, liderado por John Textor. O Lyon rompeu o acordo de colaboração unilateralmente.
A cobrança está dividida em duas ações. A primeira solicita a devolução de 21 milhões de euros (cerca de R$ 125 milhões) referente a um empréstimo intragrupo de fevereiro de 2025, em regime de execução extrajudicial. O Botafogo afirma que o foro é competente devido à assinatura do acordo.
A segunda ação envolve 11 transferências realizadas entre março de 2024 e fevereiro de 2025, totalizando cerca de R$ 573 milhões. O documento também aponta que o Botafogo contraiu um empréstimo de R$ 323 milhões com o Banco XP, cuja totalidade foi repassada aos franceses; os juros, estimados em €7,6 milhões (R$ 45 milhões), não teriam sido pagos.
Contexto da parceria e mudanças
Desde 2022, o Botafogo integra o Grupo Eagle e participa do caixa único de gestão entre clubes da rede. Em 2022 o Lyon foi adquirido pelo Eagle, em meio a dificuldades financeiras do clube francês. A parceria ajudou o Lyon a evitar queda e a chegar à Europa League; o Botafogo ganhou competitividade em torneios nacionais.
Conflitos entre os acionistas levaram à mudança de gestão no Lyon, que rompeu o acordo de cash pooling. A ausência de pagamentos comprometeu o planejamento financeiro do Botafogo e impactou contratos de atletas. A FIFA também registrou Transferban ao Botafogo no fim de 2025 por questões ligadas ao caixa e à folha de pagamentos.
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