Paco Arado aponta como o Brasil pode formar talentos no tênis de mesa por meio de experiência internacional e trabalho contínuo. O treinador é atual responsável por Hugo Calderano e já guiou a seleção nos ciclos olímpicos de Tóquio e Paris.
A ideia central é que a nova geração precise respirar o ambiente de alto nível fora do país. Calderano vive na Alemanha desde 2014 e atua pelo FC Saarbrücken, enquanto Bruna Takahashi está na França, defendendo o Alliance Nîmes-Montpellier.
Entre os jovens da equipe, três atletas atuam em clubes no exterior: Giulia Takahashi, 20 anos, no SU Schlichtinghein da França; Leonardo Iizuka, 19, no Ochenhausen da Alemanha; e Guilherme Teodoro, que joga pelo Salzburg, na Áustria, onde Calderano também já atuou.
Paco afirma que a experiência internacional ajuda atletas a entender a cultura de alto rendimento e a enfrentar oportunidades de competição com confiança, evitando retração diante de desafios. A permanência no exterior favorece a consolidação de um nível competitivo.
O treinador ressalta que o caminho envolve uma construção de longo prazo, com treinamento constante e uso eficiente de recursos, incluindo camps de treinamento e desenvolvimento de treinadores no Brasil. O objetivo é reduzir a dependência de talentos geracionais.
Além disso, a proposta envolve ajustes estruturais e financeiros para ampliar a presença brasileira no circuito internacional e ampliar a base de atletas de alto nível, fortalecendo o planejamento de base ao longo de vários ciclos.
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