Na manhã em que faixas da Gaviões da Fiel foram expostas no CT do Corinthians, um evento no Itaim Bibi revelou a versão 2.0 do SAFiel. O projeto independente busca captar 2,5 bilhões de reais para socorrer as finanças do clube e transformar torcedores em acionistas.
A proposta atual mistura governança, finanças e participação da torcida. O aporte total é estimado em 2,5 bilhões de reais, podendo chegar a 3 bilhões com demanda extra, por meio da emissão de 10 milhões de ações a 250 reais cada, destinadas apenas a associados do Fiel Torcedor.
A equipe responsável afirma que o modelo cria distritos econômicos para distribuir o poder de voto entre pequenos e grandes investidores. A meta é evitar a venda a um único grupo, assegurando representatividade em um comitê de governança.
Destaques da proposta SAFiel 2.0
Entre os pilares estão o surgimento de Chief Revenue Officer para direcionar receitas e marketing, com recrutamento externo para selecionar gestores. Também está previsto ampliar a Arena para 70 mil lugares, com reservas para famílias e torcedores de baixa renda.
Outro ponto é o Comitê de Valorização do Torcedor, que acompanhará segurança, transporte e logística de torcidas que viajam para Itaquera. Existe ainda uma cláusula de reversibilidade que permite retorno ao clube social caso metas não sejam atingidas.
A distribuição de dividendos fica limitada a 25% do lucro a partir do sexto ano, com reinvestimento predominante no futebol. A marca Corinthians permaneceria sob o clube associativo, recebendo royalties estimados em 600 milhões ao longo do tempo.
A equipe do SAFiel contesta a falta de transparência sobre a dívida do Corinthians, apontando que o saldo divulgado anteriormente era de 2,7 bilhões, com contingência de cerca de 700 milhões em pendências jurídicas não contabilizadas até novembro.
Siga em análise pelo Conselho Deliberativo
Apesar das ações, o avanço depende da análise e aprovação do Conselho Deliberativo. O tema continua aberto, com debates que podem ser influenciados pelo cenário político e pela pressão de movimentos na internet.
Líderes do SAFiel afirmam que o diálogo com a associação precisa avançar. Eles defendem que o projeto pode mudar o patamar financeiro do Corinthians e ampliar receitas de televisão, desde que haja acordo com a governance do clube.
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