O Conselho Deliberativo do São Paulo discute nesta quarta-feira (8) a expulsão de Mara Casares e Douglas Schwartzmann por uso irregular do Camarote 3A do Morumbi. A denúncia envolve gestão irregular e dano à imagem do clube, apurada por uma força-tarefa do MP-SP e pela Polícia Civil.
A Comissão de Ética recomendou a expulsão, em parecer assinado por cinco conselheiros. Mara e Schwartzmann tiveram defesa assegurada, e insistem na inocência. A votação ocorre em regime híbrido e com voto secreto, aberta nesta quarta e encerrando na quinta (9).
Segundo apurado pelo Estadão, a tendência é aprovar a expulsão. O relatório aponta como punições potenciais a perda de mandato no Conselho Deliberativo, inelegibilidade e suspensão proporcional ao dano à imagem, além da obrigação de ressarcir prejuízos.
Schwartzmann é conselheiro vitalício; Mara era conselheira eleita e renunciou à diretoria em dezembro. A comissão mantém ainda a avaliação sobre o que ocorreu durante a gestão em que atuavam, com a investigação abrangendo desde 2022 até o registro de 2024.
O caso ganhou visibilidade após gravação em que Mara e Schwartzmann discorrem sobre o que chamam de esquema “clandestino” para uso de camarote, incluído em notícia de origem. A Polícia Civil e o MP-SP tentam mapear valores envolvidos no esquema.
Paralelamente, o MP-SP colhe depoimentos de autoridades do clube, incluindo o atual presidente Harry Massis Jr. e outros diretores. A força-tarefa também ouve ex-dirigentes, como Júlio Casares, em investigação relacionada aos fatos.
Caso haja condenação, caberá recurso em até 10 dias após o veredito, conforme o Regimento Interno. Os processos disciplinares não impedem automaticamente a permanência de Mara e Douglas em cargos ocupados, dependendo do resultado da votação.
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