A Fórmula 1 debate ajustes no regulamento de 2026 após acidentes graves e críticas aos novos carros. Representantes das 11 equipes se reuniram com a FIA para tratar de mudanças que possam ampliar a segurança e a pilotabilidade.
O encontro ocorreu na última quinta-feira, 9 de abril, e reuniu técnicos das 11 equipes, fabricantes de unidades de potência e a própria FIA. O objetivo é encontrar soluções para dúvidas técnicas e esportivas surgidas com o novo pacote tecnológico.
Pilotos e equipes questionam a atual forma de pilotagem, com reclamações sobre a semelhança dos carros com modelos de outras categorias e a dificuldade de adaptação. Max Verstappen sugeriu que o novo regulamento pode comprometer o espetáculo, apesar de seu contrato com a Red Bull até 2028.
Foco na segurança e na saúde dos pilotos
O acidente de Oliver Bearman, da Haas, no GP do Japão, aumentou a pressão por mudanças. Bearman bateu a 262 km/h ao tentar desviar de Franco Colapinto, que reduzia a velocidade ao recarregar a bateria, resultando em contusão no joelho. O episódio reacendeu preocupações com a gestão de energia e o comportamento dos carros.
A Aston Martin já havia expressado apreensão sobre impactos na saúde de Fernando Alonso e Lance Stroll. Antes do GP da Austrália, Adrian Newey alertou sobre vibrações na nova unidade de potência que poderiam causar danos aos nervos das mãos dos pilotos.
Previsão de novas reuniões
Diante da paralisação de parte da temporada devido ao conflito no Oriente Médio, a FIA anunciou novas reuniões para discutir ajustes no regulamento de 2026. O comunicado oficial confirmou a primeira sessão e informou as datas de continuidade: 15, 16 e 20 de abril.
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