O Botafogo divulgou um laudo de avaliação econômica da SAF neste sábado, apontando dívida de curto prazo de cerca de R$ 1,6 bilhão e um prejuízo operacional de R$ 287 milhões em 2025. O documento foi elaborado pela Meden Consultoria e embasa a convocação de Assembleia Geral Extraordinária promovida por John Textor.
A análise aponta ainda um passivo circulante de R$ 1,643 bilhão e não circulante de R$ 1,110 bilhão. Somados, os passivos de curto e longo prazo elevam a dívida total do clube para aproximadamente R$ 2,753 bilhões.
O laudo também traz um patrimônio líquido negativo de R$ 427,2 milhões, indicando que a venda de ativos da SAF não seria suficiente para quitar as dívidas. O documento detalha a estrutura de custos, destacando gastos com o elenco e despesas operacionais.
Segundo o relatório, a receita operacional bruta de 2025 foi de R$ 655 milhões, abrangendo direitos de transmissão, premiações, sócio-torcedor, exploração da marca e bilheteria. Ainda assim, custos e despesas somaram R$ 892 milhões, gerando prejuízo de mais de R$ 200 milhões.
O estudo aponta fatores que ampliaram o prejuízo, como o alto nível de dispêndios no futebol e a dificuldade de empregar parte da receita para compensar obrigações fiscais, trabalhistas e financeiras. Prejuízos de R$ 56 milhões em 2023, R$ 300 milhões em 2024 e R$ 287 milhões em 2025 são apresentados como sequência.
O relatório também aborda temas de partes relacionadas, incluindo dívidas e valores a receber dentro da Eagle Football. Há menção a contratos de venda de Luiz Henrique, Almada, Igor Jesus e Savarino ao Lyon, com sanções do DNCG que impediram as negociações, mantendo obrigações de repassar valores ao clube francês.
Ainda conforme o documento, há R$ 607 milhões a receber da Eagle Bidco, subsidiária da Eagle Football administrada judicialmente, ligada aos clubes da rede. O Botafogo mantém partida programada para domingo, às 16h, contra o Coritiba, no Nilton Santos, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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