O lançamento de um pedido formal de impeachment contra o presidente Osmar Stábile foi protocolado na manhã desta quarta-feira no Conselho Deliberativo do Corinthians. O grupo de conselheiros e associados busca o afastamento cautelar para abrir apuração sobre supostas irregularidades na gestão. A diretoria ainda não se manifestou.
Os autores apontam violações estatutárias e legais que, segundo eles, comprometem a integridade e a saúde financeira do clube. A peça sustenta que houve oneração irregular do Parque São Jorge, com a transação tributária de cerca de R$ 1,2 bilhão e a garantia de imóveis da sede, avaliados em R$ 602,2 milhões.
Alega-se ainda que o rito exigido pelo Estatuto não foi seguido. O pedido cita falta de transparência e descumprimento de deveres de gestão, incluindo questões sobre a Neo Química Arena, a administradora do fundo da Arena e a política de distribuição de ingressos.
Outras motivações listadas tratam de funcionários fantasmas na folha de pagamento, conforme declaração do próprio presidente em entrevista, e do atraso na divulgação do balanço de 2025, com prazo legal até março de 2026. A omissão dificulta a fiscalização de controladores e associados.
Os signatários são Marcelo Kahan Mandel, Antonio Roque Citadini, Fernando Perino, Yun Ki Lee, Peterson Ruan Aiello do Couto Ramos, José Augusto Mendes, Alexandre Germano, Cyrillo Cavalheiro Neto, Wilson Canhedo Jr. e Leonardo Pantaleão, que comanda o Conselho Deliberativo. Ele tem cinco dias para encaminhar o documento à Comissão de Ética.
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