Na terça-feira à noite, o cinema do Downtown, na Barra da Tijuca, reuniu público para a pré-estreia do documentário Zico: O Samurai de Quintino. A sessão, em 12 salas lotadas, transformou a experiência em uma vivência próxima de um clássico de futebol.
O filme, dirigido por João Wainer, acompanha Arthur Antunes Coimbra desde o subúrbio de Quintino até os triunfos com o Flamengo e a passagem pelo futebol japonês. A produção reuniu arquivos inéditos, relatos familiares e depoimentos históricos ao longo de seis anos de trabalho.
A ambientação sonoro-musical foi pensada para remeter aos momentos de torcida, com a plateia reagindo a cada lance lembrado. A história de disciplina, honra e pertencimento atravessa continentes e gerações, segundo o diretor.
Protagonista
Zico acompanhou a divulgação do documentário com emoção ao ver sua trajetória na tela. O ex-jogador destacou a importância do coletivo e da amizade ao longo da carreira, ressaltando valores que contrastam com o momento atual.
Em tom de humor, Zico comentou sobre o tempo dedicado ao Flamengo e ao Japão, ao enfatizar que os dois capítulos moldaram sua história. A trajetória japonesa é apresentada como parte significativa da consolidação do futebol no país.
Abordagem e imagens
A narrativa utiliza imagens raras, como Super-8 e fitas VHS, além de objetos históricos que ajudam a construir uma linha do tempo que dialoga com diferentes gerações. O filme também traz participações de Ronaldo, Júnior e Carlos Alberto Parreira.
A perspectiva feminina é ressaltada na obra, com entrevistas que destacam a importância da esposa Sandra e de outras figuras identificáveis no entorno do craque. As lembranças de família ajudam a humanizar o ídolo.
Estreia e alcance
O documentário Zico: O Samurai de Quintino tem estreia prevista para 30 de abril nos cinemas. A produção enfatiza a dimensão humana do jogador e o papel dele na transformação do futebol japonês, além de seu legado no Brasil.
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