A Federação de Hóquei no Gelo da Suíça (SIHF) demitiu o técnico Patrick Fischer, que comandava a seleção masculina desde 2015. A decisão ocorreu dois dias após ele admitir o uso de um certificado falso de vacinação contra a Covid-19 durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em fevereiro de 2022. A revelação veio após Fischer ter sido condenado criminalmente por falsificação, com multa de 38.910 francos suízos.
O caso ganhou contorno público na segunda-feira, quando a SIHF divulgou um vídeo com o treinador, de 50 anos, confirmando a adulteração do certificado. A punibilidade veio em meio a regras de biossegurança estabelecidas para Pequim 2022, incluindo uma quarentena de 21 dias para membros não vacinados das delegações.
Patrick Fischer, que também atuou como jogador pela Suíça em Salt Lake City 2022 e Turim 2026, pediu desculpas no vídeo e destacou a confiança da federação. A SIHF afirmou não ter conhecimento anterior da atitude em 2022 e que a decisão busca transparência.
Reação institucional e continuidade
A SIHF informou que o caso, considerado encerrado legalmente, gerou discussão sobre valores e integridade no esporte. A associação reconheceu falhas na avaliação inicial do episódio e reiterou a importância de confiança e respeito no hóquei suíço.
O presidente da SIHF elogiou os feitos esportivos de Fischer, ressaltando que, sob sua liderança, a suíça avançou no ranking mundial e conquistou medalhas. A entrevista enfatizou, ainda, a expectativa pela participação da equipe na Copa do Mundo deste ano, com a Suíça como anfitriã.
Entre na conversa da comunidade