A Audi encara uma paralisação precoce na sua temporada de estreia na Fórmula 1 devido a falhas no câmbio e no motor do R26. O chefe da equipe, Mattia Binotto, informou que problemas vão além dos vazamentos hidráulicos e da falta de potência do motor a combustão, atingindo diretamente a dirigibilidade.
Segundo Binotto, a soma da deficiência de potência e dos impactos do câmbio de marchas recém-desenvolvido resulta em perda próxima de um segundo por volta. Discrepâncias na telemetria mostram que a estabilidade do carro piora em frenagens fortes e em acelerações rápidas.
Os pilotos Nico Hülkenberg e Gabriel Bortoleto vêm enfrentando as consequências disso nas corridas. Vazamentos no sistema hidráulico já prejudicaram as participações em Melbourne e na China, além de comprometerem a embreagem na largada, gerando posições perdidas após as sessões de classificação.
A equipe, porém, mantém o tom técnico e pragmático. A direção afirma que não há falhas estruturais graves que exijam reconstrução completa. O foco está em aprimorar a unidade de potência e suavizar as trocas de marcha para melhorar o desempenho nas próximas etapas.
Desafios na transmissão e impactos operacionais
- O câmbio, desenvolvido do zero pela Audi, tem trocas consideradas duras, impactando a estabilidade em pontos de frenagem e em acelerações.
- A dificuldade de domínio da transmissão também é compartilhada pela Aston Martin, que enfrenta desafio técnico semelhante.
A montadora continua investindo em ajustes de software e calibração para reduzir a instabilidade sem comprometer a eficiência energética e o gerenciamento de energia elétrica. Com o chassi já validado em termos aerodinâmicos, os esforços se concentram na prática de pista e no ganho de confiabilidade.
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