O COI esclareceu que atletas trans poderão competir nas Olimpíadas apenas na categoria correspondente ao sexo biológico. A medida vale a partir de Los Angeles 2028 e não retroage sobre resultados já realizados.
O material divulgado pelo Comitê responde a dúvidas sobre a decisão adotada em março. O texto reforça que apenas mulheres biologicamente femininas poderão disputar a categoria feminina, desde que não tenham usado testosterona ou outros andrógenos.
Para definir o sexo biológico, o COI adotará o teste do gene SRY. O exame é feito uma única vez na carreira do atleta por meio de um swab bucal, com precisão superior a 99%.
Detalhes da aplicação
Atletas transgênero biologicamente do sexo feminino que cumpram critérios poderão competir na categoria feminina, desde que não usem hormônios proibidos. Transgêneros biologicamente masculinos com classificação adequada disputarão a categoria masculina.
O COI afirma que a decisão se apoia em evidências de vantagens físicas de atletas do sexo masculino para esportes que envolvem força e resistência. A política não é retroativa e não altera resultados já realizados.
Observações legais e operacionais
O documento indica que a triagem do gene SRY é reconhecida como legal na maioria dos países. Em nações onde o teste não é permitido, a estimativa de sexo poderá ocorrer em outro país. A política é aplicável apenas a eventos do COI e não afeta esportes recreativos.
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