Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro, faleceu nesta sexta-feira em São Paulo aos 68 anos, deixando o esporte em luto. A notícia ganhou repercussão no basquete nacional e internacional, pela carreira histórica do ala-armeiro.
Ex-companheiros de clube e da Seleção Brasileira destacaram o legado do jogador, lembrando que a camisa verde e amarela era tratada como sagrada. A escolha de defender o Brasil, em vez de atuar pela NBA, é citada como marco de dedicação ao país.
Aos 68 anos, Oscar deixa marcas registradas como maior cestinha da história das Copas do Mundo e um dos maiores pontuadores das Olimpíadas. O recado entre colegas foi de respeito à carreira e ao exemplo de entrega ao basquete nacional.
Desafetos, amigos e técnicos que conviveram com ele reforçam que Oscar desafiava limites. Entre recordes de produção ofensiva, o jogador é lembrado pela postura ética e pela influência sobre as equipes em que atuou.
Oscar chegou a ser convidado pelo New Jersey Nets em 1984, mas optou pela Europa para manter elegibilidade olímpica. Esse movimento é visto como parte de uma era em que o basquete internacional ainda era amador, segundo relatos de ex-colegas.
Ex-jogador e hoje treinador Demétrius Ferracciú relembra a convivência com Oscar na seleção de Atlanta 1996. A relação de competição e aprendizado é destacada como parte da formação de gerações futuras no basquete brasileiro.
Ainda neste mês, Oscar foi introduzido ao Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil. O ala-armador atuou em cinco Olimpíadas e é o único a superar 1.000 pontos em jogos olímpicos, soma que soma 7.693 pontos em 326 partidas pela seleção.
Ao longo da carreira, Oscar conquistou três títulos sul-americanos, duas Copas América e ouro nos Jogos Pan-Americanos. A trajetória, marcada pela liderança em quadra, serve como referência para as novas gerações do esporte.
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