Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17) em São Paulo, aos 68 anos, após uma parada cardíaca. O atleta, conhecido como Mão Santa, deixa a família e fãs pelo mundo.
Nascido em Natal (RN) em 1958, Oscar se mudou cedo para Brasília e depois para São Paulo, onde aos 16 anos começou no basquete. Alta estatura e incentivo de técnicos o levaram à modalidade aos 13, transformando treino intenso em marca registrada.
A trajetória ganhou impulso na década de 1970. Aos 16, atuou pelo Palmeiras e venceu o Mundial de Clubes de 1979 com o Sírio. Em 1980, integrou a seleção brasileira e disputou as Olimpíadas de Moscou, tirando o Brasil da quinta posição.
Legado e marco histórico
Em 23 de agosto de 1987, Oscar conduziu o Brasil a vitória sobre os EUA nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, anotando 46 pontos. A conquista é lembrada como um marco do basquete nacional, diante de atletas universitários norte-americanos.
O talento de Oscar também teve passagem pela Europa, com destaque na Itália e na Espanha. Ao retornar ao Brasil, jogou por Corinthians, Flamengo, Mackenzie e outros times, encerrando a carreira em 2003 como maior pontuador da história da modalidade, com 49.737 pontos.
Reconhecimento e vida fora das quadras
Oscar chegou a ser draftado pelo New Jersey Nets em 1984, mas recusou a ida aos EUA devido às regras da época que restringiam a defesa de seleções por jogadores com liga ocupada. Em 2013, foi eleito para o Hall da Fama do Basquete, com apoio de Larry Bird.
Fora das quadras, teve passagem pela política como Secretário de Esportes de São Paulo e candidato ao Senado em 1998. A trajetória também incluiu atuação como palestrante, com críticas pontuais ao público e à imprensa.
Oscar deixa a esposa Maria Cristina, com quem viveu por mais de quatro décadas, além dos filhos Filipe e Stephanie. Sua partida encerra uma era do esporte brasileiro, marcada por recordes e paixão pela seleção.
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