Oscar Schmidt, maior cestinha da história olímpíca, soma 1093 pontos em cinco edições. Mesmo assim, o brasileiro não conquistou medalha em seus Jogos. Ao longo de Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996, ele manteve a marca histórica, sem pódio.
A trajetória começou em 1980, quando chegou aos 22 anos com status de destaque. O Brasil avançou à segunda fase, ficou em quinto na fase final e não alcançou as semifinais. Oscar já brilhava, marcando 33 pontos contra a Itália e 24 contra Cuba.
Em 1984, a campanha brasileira foi a pior da história olímpíca, com a equipe na nona posição. Quatro derrotas em cinco jogos marcaram aquela edição, com apenas uma vitória contra o Egito e partidas decididas por pequenas margens.
Primeiro confronto com o Dream Team
A edição de 1992, em Barcelona, ficou marcada pelo nascimento do maior Dream Team. O Brasil enfrentou os Estados Unidos, que contaram com Michael Jordan e Scott Pippen, entre outros. A derrota por 127 a 83 teve Oscar como cestinha brasileiro, com 24 pontos.
O Brasil encerrou aquela Olimpíada com duas vitórias e três derrotas na primeira fase e foi eliminada pela Lituânia nas quartas de final, por 114 a 96. Ainda assim, Oscar liderou a competição em média de pontos, com aproximadamente 25 por jogo.
Despedida em Atlanta 1996
Em Atlanta, Oscar ainda era titular, mas a seleção brasileira não repetiu o desempenho das edições anteriores, passando com a última vaga às quartas de final. O duelo contra o Dream Team americano terminou com vitória dos EUA, em jogo amplamente controlado.
A cena que ficou marcada foi a reverência dos jogadores do Dream Team a Oscar após a derrota, um momento que ficou registrado como símbolo de respeito ao atleta brasileiro. A história olímpíca dele permanece pelo recorde de pontos, não pela medalha.
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