Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro, morreu aos 68 anos nesta sexta-feira. O ex-jogador consolidou uma carreira repleta de recordes e títulos no Brasil e no exterior, fazendo história em Olimpíadas, Mundiais e ligas nacionais.
Ao longo de cinco edições olímpícas (Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996), Oscar é o maior pontuador da história dos Jogos, com 1.093 pontos. Em Seul 1988, ele ainda foi cestinha olímpico com 338 pontos.
No panorama da Seleção Brasileira, ele encerrou a participação com 7.693 pontos em 326 jogos, marcando a maior marca individual da equipe. Entre os títulos, destacam-se três Sul-Americanos e dois Copas América, além de participar do Pan de 1987, em Indianapolis.
No Mundial de 1990, na Argentina, Oscar marcou 52 pontos contra a Austrália, recorde em partidas de torneio e fez média de 35,5 pontos por jogo, sendo eleito para a seleção do campeonato. O Brasil terminou naquela edição em quinto lugar.
A trajetória de 26 anos começou no Palmeiras, em 1975, aos 17, e terminou no Flamengo, em 2003, aos 45. O atleta, que media 2,04 m, somou 49.973 pontos em 1.612 jogos, conforme a CBB.
Marcos e títulos: tricampeão brasileiro pelo Palmeiras (1977), Sírio (1979) e Corinthians (1996); Mundial Interclubes com o Sírio em 1979; recordes de cestinha no Brasileirão e, na Itália, oito vezes líder em pontuação na Liga de Cassaerta com Juvecaserta.
A trajetória também inclui marcas marcantes em partidas específicas: 74 pontos por partida pelo Bandeirantes, maior pontuação brasileira em uma única partida; 55 pontos contra a Espanha em Seul 1988; e 42,3 pontos de média em Seul.
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