Oscar Schmidt iniciou a trajetória que o tornaria uma referência do basquete brasileiro em Brasília. Natural de Natal, ele chegou ao Distrito Federal aos 13 anos, acompanhando a mudança de uma família de militares para a capital.
A paixão inicial do jovem não era o basquete, e sim o futebol. Influenciado pelo técnico Zezão, ele passou a praticar o esporte de forma estruturada no Colégio Salesiano, antes de fortalecer a base no Clube Unidade de Vizinhança.
No clube, sob o comando de Laurindo Miura, Oscar consolidou fundamentos e aprimorou o arremesso, que viria a marcar sua carreira. Aos 14, já disputava partidas contra equipes tradicionais como o Minas Tênis Clube, demonstrando talento acima da média.
Trajetória que se amplia
Em 1974, com 16 anos, o atleta deixou o quadradinho para atuar nas categorias de base do Palmeiras, em São Paulo, polo dominante do basquete brasileiro na época. Pouco depois integrou a seleção brasileira juvenil e, em 1977, estreou pela seleção principal, destacando-se como o melhor pivô do Sul-Americano.
A carreira internacional de Oscar amadureceu com passagens pela Europa e participação em cinco Olimpíadas, consolidando o legado mundial do jogador.
Reconhecimento a partir de Brasília
Mesmo longe, a ligação com a capital permaneceu. Em 1998, Oscar recebeu o título de cidadão honorário de Brasília, concedido pela Câmara Legislativa. A cerimônia ocorreu no Clube Unidade de Vizinhança, rememorando o início da sua trajetória.
O clube mantém registros da passagem de Oscar, com fotos e objetos que funcionam como memória esportiva e inspiração para jovens atletas da cidade.
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