Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro e mundial, faleceu aos 68 anos nesta sexta-feira, 17. A notícia foi confirmada pela assessoria de imprensa do atleta, que passou mal e foi internado no Hospital Municipal Santa Ana. A morte encerra uma trajetória marcada por conquistas esportivas e por um legado de superação.
O ex-jogador serviu de inspiração para o irmão mais novo, Tadeu Schmidt, que migrou do esporte para o jornalismo esportivo para evitar comparações. Em entrevista no programa Altas Horas, Tadeu contou que o sonho inicial era seguir carreira como atleta, influenciado pela referência familiar.
Tadeu explicou que tentou o vôlei na adolescência, mas foi cortado da seleção infanto-juvenil. Segundo o relato, Oscar aconselhou a continuidade no esporte, porém o irmão acabou trilhando o caminho do jornalismo. Em outra publicação de 2022, o repórter afirmou ter aprendido a construir a própria identidade diante do brilho do irmão atleta.
Em 2013, Oscar e Tadeu conviviam no impulso de ver o outro alcançar sucesso: o ex-jogador ficou orgulhoso ao ver o irmão apresentar o Fantástico, na época em que Tadeu integrava a equipe de apresentação do programa. A convivência entre os dois ficou marcada por falas de incentivo e reconhecimento mútuo.
A assessoria confirmou que, ao longo da carreira, Oscar enfrentou um tumor cerebral (glioma) diagnosticado em 2011, passando por cirurgias e tratamentos intensos. Em 2022, ele anunciou a interrupção da quimioterapia mediante orientação médica após exames mostrarem ausência de sinais da doença. A nota oficial enviada ao Terra reforça o legado do atleta e pede privacidade à família neste momento de luto.
A mensagem da assessoria também destacou a dimensão humana de Oscar Schmidt, reconhecido pela atuação no basquete mundial e por uma postura de determinação e generosidade fora das quadras. O texto reforça que a despedida será restrita aos familiares, mantendo o respeito à privacidade da família.
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