Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos, deixando uma marca histórica no basquete brasileiro. A família confirmou o falecimento, em meio a lembranças de uma derrota em Seul, na Olimpíada de 1988, quando o Brasil foi eliminado nas quartas de final pela União Soviética.
A trajetória do atleta ficou associada a uma única cesta decisiva que, segundo ele, definiu aquele momento da carreira. Aos 7 anos de lembrança pública sobre o erro, ele declarou que a geração merecia aquele título olímpico e que não houve muitas chances na vida para reverter a situação.
Schmidt foi o maior pontuador da história do basquete até 2024, com 49.737 pontos marcados em toda a carreira. Participou de cinco Olimpíadas, quatro Mundiais e teve atuação destacada pela seleção brasileira, conquistando três títulos sul-americanos, ouro no Pan-Americano de 1987 e bronze no Mundial de 1978.
Trajetória e legados
Ao longo da carreira, Schmidt também é lembrado pela longevidade e pelo impacto fora das quadras, mantendo participação em eventos e palestras sobre o esporte. Sua passagem pela seleção brasileira é marcada por recordes e pela demonstração de dedicação ao basquete nacional.
Saúde e momentos finais
Em 2011, foi diagnosticado com câncer no cérebro, passando por cirurgias e tratamentos subsequentes. Em 2014, foi diagnosticado com arritmia cardíaca. Em 2022, informou ter interrompido o tratamento de forma voluntária, mantendo o foco em família e na vida pessoal.
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