Oscar Schmidt morreu neste sábado aos 68 anos, em Santana de Parnaíba, SP, após passar mal no hospital e sofrer parada cardiorrespiratória. O ex-jogador foi levado pela manhã ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, onde não resistiu.
Conhecido por treinar mais que jogar, ele afirmou em 2017 que desejava ser lembrado como o atleta que mais treinou. A vida dele foi marcada pela crença na repetição como caminho para o sucesso.
Na infância, Schmidt sonhou jogar futebol, mas avaliou que não teria futuro na carreira. A lembrança remonta ao impacto da Copa de 1970 na geração dele.
Ele costumava negar o apelido Mão Santa, atribuindo o feito à prática constante, dizendo que não existe mão santa, e sim mão treinada. O rótulo foi cunhado pelo narrador Álvaro José em um torneio pré-Olímpico.
Entre os recordes, Oscar foi o maior pontuador olímpico, disputando cinco edições entre 1980 e 1996, com 1.093 pontos. Também detinha o recorde de pontuação pela seleção brasileira, com 7.693 pontos.
Schmidt foi uma peça-chave do título pan-americano de 1987, vencendo os EUA por 120 a 115 em Indianápolis, com 46 pontos dele na decisão. O feito consolidou seu status de ídolo nacional.
Integra o Hall da Fama do Basquete (Naismith Memorial), além de reconhecimentos da Federação Internacional de Basquete e do Comitê Olímpico do Brasil. Também integrou a lista dos 100 maiores jogadores de todos os tempos.
Foi diagnosticado com câncer no cérebro em 2011 e declarou, em 2022, ter vencido a doença. Deixou a esposa Maria Cristina e dois filhos, Filipe e Stephanie.
A morte de Oscar Schmidt encerra uma carreira marcada por altos e pela ideia de que o treino transforma mais que o talento. Seu legado inclui recordes históricos e inspiração para gerações do esporte brasileiro.
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