Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira aos 68 anos. O ex-jogador escolheu manter a carreira no Brasil em 1984, recusando uma oferta da NBA para defender a seleção brasileira, sob regras da FIBA na época.
A decisão foi, segundo ele, a mais simples de sua vida: jogar pela seleção é nobre por representar um país inteiro. Em 2019, ele explicou que representar o Brasil era superior a qualquer oportunidade na liga americana.
Schmidt é lembrado como uma lenda do basquete, com quase 50 mil pontos ao longo da carreira. No exterior, atuou brevemente pela Juvecaserta, Pavia (Itália) e Forum Valladolid (Espanha); no Brasil, brilhou por Palmeiras, Corinthians e Flamengo, encerrando a carreira em 2003.
Carreira e legado
O ala de 2,03 m disputou cinco Olimpíadas: Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996, somando 1.093 pontos na competição. O recorde de pontos olímpicos permanece como uma marca histórica.
Ao longo de quase três décadas, foi o maior cestinha brasileiro de todos os tempos, com quase 50 mil pontos na carreira. Deteve o recorde de 55 pontos em uma partida olímpica, em Seul, contra a Espanha.
Outra marca marcante ocorreu nos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando o Brasil derrotou os EUA por 120 a 115, em jogo em que Schmidt anotou 46 pontos. A vitória ficou marcada como o primeiro revés americano diante de uma seleção estrangeira em casa.
Vida fora das quadras
Nascido em Natal, Rio Grande do Norte, ele era casado com Maria Cristina Victorino, com quem viveu 45 anos, e teve dois filhos e dois irmãos, entre eles Tadeu Schmidt, apresentador.
Antes da vida esportiva, Schmidt tentou entrar na política em 1998, disputando o Senado pelo PPB. Foi derrotado por Eduardo Suplicy. Em 2018 apoiou Bolsonaro, mas declarou ter anulado o voto em 2022.
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