Oscar Schmidt, conhecido como Mão Santa, encerrou uma trajetória de 30 anos marcada por recordes, títulos e marcas históricas no basquete mundial. A carreira do brasileiro foi construída tanto dentro quanto fora das quadras, somando atuações relevantes na Seleção e em clubes internacionais.
Iniciou nos anos 1970 defendendo Palmeiras e Sírio, levando o Verdão ao Paulista de 1974 e ao Brasileiro de 1977. No Sírio, integrou o elenco campeão mundial de 1979, em jogo realizado no ginásio do Ibirapuera, sob a direção de Cláudio Mortari.
Na década de 1980, deixou o Brasil para atuar na Itália, onde disputou a liga europeia de alto nível e deixou marcas expressivas ao ultrapassar 14 mil pontos pela soma de sua passagem. Defendeu JuveCaserta por oito temporadas, com mais de 200 partidas, e conquistou uma Copa da Itália. Em Pavia, atuou por três anos. A carreira na Itália levou camisas a serem aposentadas por ambas as equipes.
Em 1984, Oscar foi draftado pelo New Jersey Nets, mas abriu mão da vaga na NBA para manter a agenda com a seleção brasileira, já que, na época, atletas da NBA não podiam defender as suas seleções.
Retornou ao basquete brasileiro em 1995, vestindo a camisa do Corinthians e tornando-se campeão nacional no ano seguinte. No final da carreira, teve passagem pelo Flamengo, ano em que ganhou dois estaduais e tornou-se o maior cestinha da história do esporte, ao superar 46.725 pontos de Kareem Abdul-Jabbar.
Entre outras equipes, Oscar também vestiu as camisas do América do Rio (1982), Fórum Valladolid, na Espanha (1993-1995), Banco Bandeirantes (1997-1998) e Mackenzie (1998-1999).
Na seleção brasileira, a trajetória de Oscar Schmidt é destacada desde os primeiros anos. Em 1977, foi eleito o melhor pivô do sul-americano juvenil e logo integrou a seleção principal. Sua maior conquista veio nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987, com a medalha de ouro após virada histórica contra os Estados Unidos, o que marcou a primeira derrota dos anfitriões em casa naquela competição.
Nos Jogos Olímpicos, foram cinco participações. Em Moscou (1980), ele somou 169 pontos e ajudou o Brasil a alcançar o quinto lugar. Em Los Angeles (1984), repetiu a marca de 169 pontos. Em Seul (1988), foi o cestinha com 338 pontos. Também disputou as edições de Barcelona (1992) e Atlanta (1996).
A carreira de Oscar Schmidt, conforme avaliações da imprensa esportiva, consolidou-o como um dos maiores atletas do basquete mundial, pela soma de feitos nacionais e internacionais, além de sua longevidade em alto rendimento. A notícia da morte foi publicada nesta sexta-feira, aos 68 anos, em referência aos registros de cobertura de veículos como a CNN Brasil. A confirmação oficial apontou o legado deixado pelo jogador brasileiro no esporte.
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