Iandra Reis, 17 anos, paratleta, concentra a prática de natação na zona rural de Rio Branco, no Acre, após diagnóstico de hidrocefalia e perda da visão. Ela treina no Centro de Referência da capital, a cerca de 20 km de casa, com deslocamento que leva cerca de duas horas e fica inviável em dias de chuva.
Para manter os treinos perto de casa, o pai da jovem construiu um açude no terreno da família. As raias são improvisadas com cordas e garrafas PET, formando uma área de treino adaptada.
Apoio familiar e de docentes é citado pela atleta desde o início do treinamento. A jovem recebeu suporte de professores e da família ao longo do processo de reabilitação e preparação esportiva.
A iniciativa aparece como solução para contornar as dificuldades de deslocamento diário entre a residência e o centro de treino na capital. O açude permite que Iandra mantenha a prática mesmo em condições climáticas adversas.
Segundo relatos, o esforço é acompanhado pela comunidade local e por integrantes da equipe técnica que a orientam. A experiência é compartilhada com representantes da imprensa para evidenciar a adaptação de esportistas com deficiência.
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