O Brasil contou com uma virada histórica para vencer os Estados Unidos na final do Pan-American Games de 1987, em Indianápolis. A partida ocorreu em 23 de agosto, diante de cerca de 16 mil pessoas, com o time brasileiro superando o favorito time norte-americano por 120 a 115. Oscar Schmidt brilhou com 46 pontos, tornando-se cestinha da competição.
A equipe brasileira, liderada por Ary Vidal, enfrentou um peso histórico: os EUA eram anfitriões invictos e dominantes no basquete masculino. O Brasil passou por adversários como Uruguai, México e Venezuela nas fases, e eliminou Venezuela e México nas semifinais, antes de enfrentar o então imbatível rival.
Oscar Schmidt, falecido recentemente aos 68 anos, ficou marcado pela defesa de que a dedicação supera o talento natural. Ele só disputou cinco Jogos Olímpicos e somou recordes de pontuação na história do basquete brasileiro, incluindo 49.737 pontos na carreira.
Legado e contexto histórico
O triunfo em Indianápolis é apontado como marco que impulsionou mudanças no esporte, incluindo a evolução das partidas com a maior valorização do arremesso de três pontos. O feito ficou registrado como um divisor de águas tanto para o Brasil quanto para a programação das competições seguintes.
Cadum, ex-armador da seleção, lembra que o time começou com apreensão, mas encontrou motivação ao longo do jogo. A virada ocorreu na segunda metade, com a defesa mais firme e arremessos de Oscar abrindo caminho para a vitória.
A vitória também teve impacto político no basquete dos EUA, que, após o Pan, passou a considerar a inclusão de atletas da NBA em competições da seleção nacional. A mudança viria a ocorrer anos depois, com a formação de times como o Dream Team em 1992.
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