A Red Bull Racing viveu uma sequência de desentendos internos que fragilizaram a equipe chamada de dominadora do grid. Após a morte de Dietrich Mateschitz, em 2022, a gestão passou a oscilar entre visões esportivas e comerciais, abrindo espaço para disputas de poder que refletiram no carro e nos contratos.
A queda começou a ficar mais clara a partir de 2023, com mudanças na liderança e disputas entre quem controla a marca. O ambiente tenso se estendeu a 2024, quando acusações de comportamento inadequado envolvendo o CEO Christian Horner vieram a público e provocaram tensões com o sócio majoritário na Ásia, Chalerm Yoovidhya, que bloqueou uma demissão e pediu apuração interna.
Mudanças de comando e saídas
Em 2023 e 2024, grandes nomes deixaram a escuderia. Rob Marshall saiu para a McLaren, levando segredos de engenharia. Adrian Newey partiu para a Aston Martin, sinalizando fragilidade técnica. Jonathan Wheatley seguiu para a Audi, retirando a equipe de uma de suas maiores fortalezas táticas. Essas mudanças reduziram a capacidade de manutenção do trunfo tecnológico da Red Bull.
Reconfiguração interna e impacto nos pilotos
Ao final de 2024, Sergio Pérez deixou a equipe, abrindo espaço para Liam Lawson. Em 2025, Lawson foi promovido, mas sem Pontuação, levando a Red Bull a promover Yuki Tsunoda, que teve desempenho abaixo do esperado. O resultado foi a não renovação de Tsunoda para 2026, com Isack Hadjar assumindo o segundo cockpit.
Crise e mudança de liderança
O clima interno piorou com rumores de que Max Verstappen poderia acionar uma cláusula de saída caso não ficasse entre os três no campeonato até a pausa de verão. A Mercedes estudou possíveis substituições, mas não houve mudança até a pausa. Horner foi afastado antes do GP da Bélgica; Laurent Mekies assumiu para reconstruir a cultura da equipe.
Regresso de foco e futuro sob incerteza
Com a saída de Gianpiero Lambiase para a McLaren em 2028, o núcleo de confiança de Verstappen se enfraqueceu. O piloto expressou insatisfação com o regulamento técnico, apontando que a essência da pilotagem se perdeu com a gestão de energia. A Red Bull, sob Mekies, encara um período de reconstrução, marcado pela saída de figuras-chave e incerteza sobre o futuro do tetracampeão.
Entre na conversa da comunidade