O Vila Nova encaminhou à polícia um torcedor suspeito de injúria racial contra o atacante Berto, do Operário-PR, após o jogo da quinta rodada da Série B. A partida aconteceu no sábado, no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia, com o confronto entre as equipes no tempo regulamentar. A motivação seria o motivo racial relatado pela vítima.
O clube informou que identificou o suspeito por meio do sistema interno de segurança e reconhecimento facial do OBA. De acordo com apurações, o homem seria Alessandro, sócio-torcedor. O Vila Nova repassou a identificação às autoridades, ainda durante a madrugada de domingo, para a adoção das providências legais.
O atleta Berto denunciou o ocorrido ao término do confronto. A Polícia Militar e a Polícia Civil registraram o Boletim de Ocorrência, com a presença de um representante do clube. A direção atuou para acompanhar o encaminhamento do torcedor à Central de Flagrantes de Goiânia.
Contexto e desdobramentos
Ainda no pós-jogo, outros episódios foram registrados. Jhan Torres lançou um objeto que acertou o rosto de Geso Oliveira, ex-presidente do Vila Nova, que revida com uma garrafa que atingiu o nariz de Álvaro Góes, presidente do Operário-PR. O torcedor do Vila Nova também recebeu atendimento médico com quatro pontos.
O Vila Nova divulgou que repudia qualquer forma de discriminação e violência. Em nota, o clube disse que a identificação foi feita pelo sistema de segurança e que o boletim foi registrado com acompanhamento de representantes do clube.
O vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, disse estar envergonhado com os incidentes e pediu desculpas ao jogador Berto e ao diretor Álvaro Góes. A instituição afirmou que apoiará integralmente a apuração e adotará as medidas cabíveis caso haja comprovação de injúria racial.
Ação institucional
O Vila Nova destacou seu histórico de combate ao racismo, com campanhas de prevenção em camisas, estádios e ações sociais. A apuração segue em andamento, com expectativa de medidas disciplinares conforme o processo legal.
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