Oscar Schmidt, símbolo do basquete brasileiro, transformou o próprio nome em símbolo de dedicação. Filho de militar e mulher da casa, cresceu cedo e já aos 12 anos destacava-se pela estatura. O destino o levou do futebol ao basquete, pela insistência em treinos e arremessos.
O primeiro técnico, Laurindo Miura, percebeu a fome de repetição do jovem jogador. Schmidt passava horas na quadra, repetindo arremessos após o treino, chegando a mil tentativas. Por isso, preferiu corrigir o apelido: de Mão Santa para Mão Treinada.
Ao longo de 30 anos, Schmidt tornou-se o maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos. Sua aposentadoria ocorreu em 2003, aos 45 anos. O desempenho o levou a ser comparado a Pelé e Ayrton Senna em seus respectivos esportes.
A virada histórica
Em 14 de agosto de 1987, no Pan-American Games de Indianápolis, o Brasil enfrentou os EUA na final. Os anfitriões lideravam por 68 a 54 no intervalo. O brasileiro mudou o curso do jogo ao marcar 46 pontos, com 35 no segundo tempo, e a seleção venceu por 120 a 115.
O triunfo ficou marcado pelo desabafo de Schmidt na quadra, após a vitória. O momento reforçou a imagem de herói do basquete mundial, reverenciado por nomes como Kobe Bryant, Shaquille O’Neal, Magic Johnson e Larry Bird.
Além das vitórias no cenário internacional, Schmidt recusou convites para atuar na NBA em seis ocasiões. Argumentos apontam para a dedicação à Seleção Brasileira, sob a convicção de que defender o país tinha prioridade sobre a carreira na liga.
O legado de Oscar Schmidt permanece atado à ideia de superar estatísticas com trabalho, perseverança e amor ao esporte. Ele é lembrado como referência de técnica, disciplina e paixão pelo basquete brasileiro.
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