Raí, ex-jogador da seleção brasileira e ídolo do PSG, é tema da edição da semana do Le Monde. A entrevista, publicada neste fim de semana, traz o relato do atleta sobre momentos decisivos da vida. O destaque da chamada de capa resume o tom do depoimento: a sensação de ter uma “varinha mágica” no futebol.
O ex-capitão do PSG relembra a infância em meio a seis irmãos, com pais que valorizavam estudo, esporte e engajamento social. Ele cita Sócrates, irmão mais velho e símbolo da Democracia Corinthiana, como referência que o levou a evitar tornar-se um jogador mediano.
Raí reforça que, desde a adolescência, percebia facilidade em realizar jogadas difíceis. Em 17 anos, ao tornar-se pai, passou a assumir responsabilidades, intensificou os treinamentos e evoluiu rapidamente para o futebol profissional.
Trajetória no PSG e formação
Aos 22 anos, Raí chegou ao PSG em 1993, enfrentando adapte cultural inicial, mas rapidamente tornou-se capitão. Na França, aprendeu o idioma, entrou na universidade Sorbonne e ampliou o interesse por cultura e política, ambiente favorecido pela formação familiar.
Após encerrar a carreira em 2000, o ex-jogador passou a atuar em causas sociais. Em parceria com Leonardo, criou a ONG Gol de Letra, voltada à educação de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade no Brasil.
Raí mantém atuação fora da política institucional para preservar independência e impacto social. Defende educação, esporte, arte e diálogo como ferramentas para reduzir desigualdades e fortalecer a convivência democrática.
Reconhecimento e visão de futuro
Raí tem dupla nacionalidade, com passaporte francês, e recebeu a Legião de Honra. Mantém laços fortes com a França e sustenta a visão de que sociedades mais justas resultam de escolhas coletivas. A entrevista sinaliza uma visão de atuação pública pautada pela responsabilidade social.
Entre na conversa da comunidade