Diego Alves, ex-goleiro formado no Flamengo, anunciou a aposentadoria no início de 2025, nove meses após deixar o Celta de Vigo. Hoje, ele atua no desenvolvimento de atletas em transição de carreira, por meio da empresa Nexus, criada junto com João Pedro Castilhos, diretor do Osasuna (Espanha). A iniciativa foca em orientar atletas que deixam o futebol profissional.
A proposta leva em conta a experiência de Diego com o fim da carreira. Ele afirma que o período pós-aposentadoria costuma trazer um vazio e que a preparação precisa ocorrer antes da hora H. A Nexus analisa trajetórias, planeja novas rotinas e orienta sobre novos caminhos fora do campo.
Para ilustrar o tema, o ex-goleiro cita casos envolvendo jogadores do Flamengo. Danilo, já perto da aposentadoria, é apontado como exemplo de percepção do envelhecimento no futebol e de como pensar o futuro. O clube tem mostrado casos de transição entre o fim da carreira e a atuação no dia a dia do Flamengo.
Outro caso destacado é o de Filipe Luís, ex-lateral-esquerdo que se tornou treinador da base rubro-negra em 2024. Diego recorda que Filipe começou em posições de base, estudou bastante e pagou o preço pela formação, evolução que o levou a alcançar sucesso no profissional.
Diego ressalta a importância de se cercar de pessoas que auxiliem nas decisões futuras. O ex-jogador enfatiza que o ego não pode impedir a adaptação, e que é essencial manter estudo e aprendizado contínuos para quem encerra a carreira. A ideia é transformar a experiência no próprio valor agregado.
No contexto do Flamengo, Diego reforça que a transição envolve mudanças bruscas de rotina. Ele aponta que atletas precisam entender que, ao encerrar a carreira, passam a ser responsáveis por seu tempo, planejamento e educação contínua para manter relevância fora dos gramados.
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