Durante a Maratona de Boston, Robson Gonçalves de Oliveira, 36 anos, parou perto da linha de chegada para socorrer um atleta em colapso. O gesto mudou o desfecho da prova e impactou a própria marca do brasileiro.
O operador de máquinas, morador de São Bernardo do Campo, trabalha em indústria de caminhões e corre há anos. Na edição deste ano, treinou sete meses com o objetivo de baixar 2h43, mas a decisão de ajudar prevaleceu.
A cena aconteceu com cerca de 800 a 900 metros do fim. Robson observou o atleta em dificuldade entre os demais corredores, interveio e pediu que mais alguém parasse para completar a travessia juntos.
A partir daí, outro corredor parou e Rogson decidiu agir em conjunto. Ele reconheceu que não conseguiria levar o colega sozinho até o final, contando com a ajuda de mais um atleta para terminar a prova.
Após cruzar a linha, Robson caiu exausto e foi encaminhado a atendimento médico. Ecocardiograma, eletrocardiograma e exames de sangue apontaram fadiga muscular, não problema cardíaco.
Robson já havia feito ações semelhantes em outras provas, incluindo a Maratona do Rio, quando atuava como pacemaker e socorreu um participante em colapso. Ele atribui o ato à empatia e à fé, sem buscar reconhecimento.
Ao ser chamado de herói, o atleta mineiro desvalorizou a alcunha. Disse que a atitude reflete valores pessoais e religiosos, destacando que o verdadeiro crédito vai para Deus.
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