Com a demanda por futebol disparando e os custos para acompanhar o esporte aumentando, um estudo do Aspen Institute aponta a existência de “desertos de futebol” em Nova York e arredores. O relatório observa que o acesso a campos é fragmentado pela geografia e pelo custo, limitando o jogo para crianças e adolescentes.
A pesquisa foca em bairros do Bronx, Brooklyn, Queens e Newark, NJ, onde a oferta de espaços não acompanha a procura das jovens gerações. O documento explica que muitos jovens são inspirados por times de referência, mas encontram barreiras para treinar com regularidade devido a locais inadequados e tarifas elevadas.
Desertos de futebol em Nova York e região
O estudo estima que 250 mil crianças jogam futebol na região de Nova York e NJ, com 150 mil outras interessadas. No Brooklyn, 110 mil jovens demonstraram interesse ou atuam, seguido pelo Queens (85 mil) e Bronx (63 mil). As meninas somam 38% dos jogadores do ensino médio na cidade, 42% no norte de NJ, diante da média nacional de 45%.
Segundo o relatório, o custo é um fator central. Famílias gastaram 46% a mais com o futebol em 2024 em comparação a 2019, acima da inflação. A pesquisa aponta ainda que o acesso a treinos depende do deslocamento, com 86% dos jogadores de alta renda indo de carro, enquanto apenas 21% dos de baixa renda têm essa possibilidade.
A organização cita iniciativas para ampliar o acesso, como projetos de parques de futebol no Queens e medidas do Departamento de Parques para coibir uso indevido de autorizações. O estudo ressalta que programas locais, junto de parcerias com organizações sem fins lucrativos, são cruciais para levar o esporte aos bairros.
Este relatório foi encomendado pela filantropa Laurie M. Tisch, cuja família é coproprietária do New York Giants, e evidencia que o futebol pode se tornar mais acessível por meio de espaços nos bairros e de políticas públicas que reduzam custos.
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