Em Milão, a promotoria abriu investigação que aponta a participação direta ou indireta de dezenas de atletas profissionais em uma rede de prostituição de luxo. A operação envolve quatro pessoas presas que mantinham uma empresa fachada para organizar encontros exclusivos para clientes de alto poder aquisitivo.
Até o momento, nenhum jogador foi formalmente acusado. Ainda assim, a lista de nomes citados é extensa e inclui jogadores que atuam ou já atuaram por grandes clubes europeus, com destaque para brasileiros e estrangeiros conhecidos no futebol internacional.
Entre os citados estão Olivier Giroud, Achraf Hakimi, Milan Skriniar, Dean Huijsen e Arthur Melo. Também aparecem Andrea Ranocchia, Matteo Ruggeri, Soualiho Meité, Carlos Augusto e Nuno Tavares, além de Rafael Leão e Dany Mota.
De Dejan Stankovic a Alessandro Bastoni, Dusan Vlahovic, Gianluca Scamacca e Riccardo Calafiori, a relação de atletas analisados envolve mais de 60 nomes. Outros citados incluem Raoul Bellanova, Yann Bisseck, Andrea Pinamonti e Samuele Ricci.
Como funcionava o esquema
A investigação aponta que a empresa operava eventos all-inclusive com hospedagem em hotéis de luxo, festas privadas, acompanhantes e até fornecimento de gás hilariante. Os encontros ocorriam em Milão e destinos internacionais como Mykonos.
Autoridades destacam que a prostituição, por si, não é crime na Itália, mas a exploração e o lucro gerado com a atividade são ilegalidades. Dispositivos eletrônicos apreendidos devem esclarecer o envolvimento de cada citado.
Desdobramentos no futebol italiano
A Procuradoria de Milão analisa as comunicações e palavras-chave associadas aos nomes de jogadores para mensurar o nível de envolvimento de cada um. A investigação já cita quase 70 atletas, com repercussões para grandes clubes do país.
O caso levanta questões sobre a imagem e a integridade do futebol italiano, incluindo clubes como Milan, Inter, Juventus e Lazio. O desfecho pode ter impactos jurídicos e esportivos.
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