O Esporte Clube Originários, de Maricá, estreia na Série C do Campeonato Carioca no dia 3 de maio, contra o Barcelona, no Estádio Municipal João Saldanha, em Ponta Negra. O objetivo é marcar presença histórica no futebol brasileiro, com participação oficial pela primeira vez.
O elenco reúne atletas 100% indígenas de pelo menos 15 etnias, incluindo Xekriabá, Potyguara, Pataxó, Guarani, Tupinikim, Kamaiurá, Terena e Shanewana. Tupã Nunes, cacique Guarani Mbya de Maricá, comanda o clube e lidera o projeto.
Embarque e chegada são desafiadores: o goleiro Sávio Conrado, da etnia Mura, viaje quase quatro dias desde Autazes, no Amazonas, até o Rio de Janeiro, passando por Manaus. Ele aponta a oportunidade histórica como marco para a sua comunidade.
A equipe e a gestão
O treinador Huberlan Silva mapeou o Brasil em busca de atletas indígenas. A peneira online reuniu mais de 400 inscrições, todas de origem indígena, para formar o elenco. O time atua com passagens fornecidas pelo clube e apoio logístico.
O lateral Jefter da Silva Pêgo, de 20 anos, e o ponta Edílson Karai Mirim, com rosto pintado, destacam-se em campo. Jefter vem da aldeia Tupinikim em Aracruz (ES) e mira a possibilidade de carreira profissional junto ao apoio da equipe.
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