Red Bull deu um passo audacioso ao desenvolver seus próprios motores para a Fórmula 1, começando em 2022. A decisão, tomada sob a liderança de Christian Horner, visava tornar a equipe independente na parte de propulsão, alinhando motor e chassis aos seus objetivos.
A fábrica de motores em Milton Keynes, construída do zero, abriga a equipe de engenharia de alto padrão da Red Bull Ford Powertrains. O objetivo é manter o controle total sobre o desempenho e acelerar o desenvolvimento interno.
Desde o início, houve ceticismo sobre a viabilidade do projeto, que enfrentou dúvidas sobre curva de aprendizado e competição com Renault e Honda, então fabricantes tradicionais. Mesmo assim, a equipe avançou com planos de longo prazo.
A equipe, liderada pelo novo diretor técnico Ben Hodgkinson, cresceu de 25 para 700 profissionais. Em 2024, foram contratados 120 colaboradores apenas no primeiro trimestre, entre motor e chassis.
A infraestrutura da instalação é destacada pela precisão dos processos. Módulos de montagem, salas limpas, e procedimentos de limpeza rigorosos controlam contaminações e asseguram qualidade.
A visão de longo prazo começou a render resultados. Segundo Laurent Mekies, o projeto superou as expectativas, criando uma base para os próximos anos e reduzindo a dependência de fornecedores externos.
Ainda assim, a equipe admite que a Mercedes continua com vantagem de potência na atual temporada, e o foco é reduzir déficits no chassi para voltar ao topo. As equipes rivais seguem sendo observadas de perto.
A Red Bull projeta evolução contínua, com um túnel de vento adicional previsto para o próximo ano. A meta é manter a competitividade e recuperar os tenths perdidos no desempenho geral do carro.
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