O Vasco de Renato Gaúcho manteve a tendência de jogo de alto volume, com saída em três e pressão alta, no confronto da Copa do Brasil contra o Paysandu, no Mangueirão. A estratégia busca sufocar o adversário e ampliar o campo com três a seis atletas próximos à última linha.
A leitura tática envolve a aproximação de jogadores como Rojas, Spinelli, Tchê Tchê e Andrés Gómez, que se posicionam em zonas próximas para atrair o oponente e abrir o jogo pelo lado oposto. Puma Rodríguez atua como ponta e figura central na expansão do campo, servindo de chave para gerar profundidade.
A gestão de Renato Gaúcho tem mostrado um sistema que lembra o Dinizismo pelo congestionamento de um lado e a busca pelo espaço oposto. O rubro-negro já utilizou esse entramorder para criar infiltrações e chances próximas à área, como ocorreu em fases anteriores da competição.
Desafios defensivos
Apesar do volume ofensivo, a defesa apresenta oscilações, especialmente entre as linhas dos volantes. No primeiro tempo contra o Paysandu houve brechas que permitiram transições do adversário e até uma bola na trave. O Vasco costuma marcarr num 4-4-2 e os volantes chegam a saltar demais, abrindo espaço entre as linhas.
No segundo tempo, houve a resposta: o time passou a pressionar após perda de bola, encolhendo o campo rapidamente. Mesmo assim, o setor recuado requer ajustes para manter o timing dos desarmes e evitar recorrentes infiltrações.
Versatilidade dos laterais
Cuiabano e Puma Rodríguez exercem funções diferentes, aumentando a imprevisibilidade. Puma atua como extremo com frequentes entradas na área, enquanto Cuiabano alterna entre terceiro zagueiro, apoio interno e ultrapassagem. Essa variação amplia as opções de passe, tanto pelo interior quanto pela infiltração externa.
Com os dois, o 3-1-6 transforma-se em um sistema dinâmico, sem cair em ataques previsíveis. O conjunto é visto como um diferencial para jogos de mata-mata, onde o ritmo alto e a pressão constante ganham importância.
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