A recuperação judicial da SAF do Botafogo pode abrir caminho para reverter o transfer ban imposto pela Fifa e a suspensão na Câmara Nacional de Resolução de Desportos (CNRD). O pedido foi apresentado e distribuído na semana passada à Segunda Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, visando o parcelamento das dívidas.
Segundo o advogado Leonardo de Carvalho, presidente da Comissão de Direito Desportivo do Instituto Juristas, se o plano de recuperação for aceito pelos credores e pelo Judiciário, as pendências com a CBF e a CNRD poderão ser congeladas, restando apenas as dívidas com a Fifa para resolver.
A viabilidade depende do posicionamento dos credores. Será necessário um acordo para pagamento integral dos créditos da FIFA e da CNRD; caso haja rejeição ao plano, o acordo pode não avançar e o transfer ban permanecer.
Se o parcelamento for aprovado, a negociação da recuperação criará metas para quitar as dívidas aos credores, com potencial de reverter a punição à FIFA e à esfera nacional, já que o Botafogo acumula dívidas significativas.
O cenário não é único no futebol brasileiro. O Benfica enfrenta riscos semelhantes em outros casos de recuperação judicial; historicamente, clubes buscam reestruturar finanças antes de priorizar metas esportivas, conforme análises de especialistas em direito desportivo.
A avaliação de Carvalho é de que a medida é a opção mais viável diante do tamanho da dívida do Botafogo, estimada em cerca de 2,5 bilhões de reais, destacando que a recuperação judicial é um caminho comum entre grandes clubes para proteger credores e garantir pagamento.
Entre na conversa da comunidade