Diego Fernandes prepara um abaixo-assinado para levar a pauta da SAF do São Paulo diretamente à Assembleia Geral de Sócios, contornando o Conselho Deliberativo. A iniciativa depende de aproximadamente 1,6 mil assinaturas de sócios com direito a voto, para convocar a assembleia.
A estratégia envolve submeter a transformação do São Paulo em sociedade empresária à votação dos sócios, conforme prevê o estatuto do clube. Hoje, o São Paulo tem cerca de 8 mil sócios titulares. A Assembleia pode deliberar sobre a transformação societária e a separação do futebol profissional das demais atividades associativas.
Caso coletadas as assinaturas, a pauta segue para o presidente do Conselho Deliberativo após confirmação de regularidade e quórum. A votação seria por maioria simples, diferente do que ocorreria no Conselho, que exige maioria qualificada de 75%.
O que está em jogo e como funciona o processo
Segundo o estatuto, a assembleia pode decidir sobre a transformação do São Paulo em sociedade empresária, a constituição de sociedade empresária pelo clube e/ou a separação do futebol das demais atividades. A convocação depende de 20% dos associados votantes, com requisitos como tempo mínimo de associação, idade e mensalidades em dia.
Analistas ouvidos pela imprensa apresentam dúvidas sobre a viabilidade de alcançar as 1,6 mil assinaturas necessárias. Mesmo que haja apoio suficiente, o procedimento envolve verificação interna de regularidade e eventual quórum antes de encaminhar a pauta ao presidente do Conselho Deliberativo.
Entre os fatores-chave, está a própria decisão de pautar a SAF pela Assembleia, que pode reduzir o tempo de aprovação em relação ao caminho pelo Conselho Deliberativo. A definição da pauta pelo voto dos sócios ocorre em termos de maioria simples.
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