O Hard Rock Stadium, casa do Miami Dolphins, vive nesta temporada três grandes transformações em quatro meses. Ao fim do GP de Miami, o estádio passa por novo ciclo: tênis, Fórmula 1 e Copa do Mundo. Tudo ocorre no mesmo espaço, com mudanças rápidas entre eventos.
Os operários já desmontaram a grama do futebol americano e instalaram o piso do Aberto de Miami, simultaneamente à construção das estruturas da F1. O processo cíclico se repete a cada evento, exigindo logística intensa e ajustes frequentes.
No próximo domingo, o circuito de Fórmula 1 dá passagem ao tênis e, em seguida, inicia-se a montagem para a Copa do Mundo. A FIFA exige que tudo esteja pronto até o fim de maio, para o primeiro jogo entre Arábia Saudita e Uruguai, em 15 de junho.
Estrutura da F1 e reaproveitamento para a Copa
As obras incluem mais de 100 dias de preparação para a F1, com boxes permanentes ao lado do estádio e áreas VIP. Grande parte dessas estruturas será reaproveitada para a Copa, incluindo a sala de imprensa e o perímetro de circulação de torcedores.
Os boxes, usados para hospitalidade, ganham nova função administrativa, enquanto o Paddock Club, dedicado à hospitalidade, já atende demais eventos do estádio. Garagens também viram loja de merchandising de artistas que se apresentam no local.
O estádio já possui histórico de uso para grandes eventos. Construído em 1987, recebeu jogos da NFL, beisebol e, hoje, abriga a Universidade de Miami. Em média, são cerca de 60 eventos por ano, reforçando a vocação multiuso da arena.
O processo de instalação da grama segue a logística da FIFA, com a fornecedora já definida e supervisão da entidade para finalizar o gramado. O histórico de preparo para o Mundial de Clubes em 2025 aumenta a confiança de que tudo ficará pronto dentro do prazo.
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