O São Paulo atravessa um momento financeiro conturbado no departamento de futebol, com pendências que somam cerca de R$ 12 milhões com dois treinadores anteriores a Roger Machado. O episódio ganhou impulso após a reprovação das contas do clube pelo Conselho Deliberativo, que apontou um déficit de R$ 7 milhões sem justificativa.
Conforme o balanço, a maior parte da dívida envolve Luis Zubeldía, demitido em agosto do ano passado, com aproximadamente R$ 7,5 milhões a receber, incluindo multa rescisória e encargos da comissão técnica. Hernán Crespo também acumula custos, após deixar o clube no início do mês passado.
Crespo assumiu antes da conclusão da rescisão de Zubeldía e, oito meses depois, foi desligado. A nova rescisão gerou cerca de R$ 4,5 milhões adicionais, elevando o passivo com treinadores.
Situação atual de Roger Machado
A diretoria tem atuado com cautela em relação ao técnico atual. Apesar da pressão interna, Roger Machado permanece no cargo, influenciado tanto pelos resultados esportivos recentes quanto pela dimensão financeira do clube.
Caso haja ruptura, a multa rescisória estimada em cerca de R$ 2 milhões poderia ampliar o volume de custos com pessoas sem vínculo ativo. O clube teme impactos em cadeia no departamento de futebol, incluindo a possível desestabilização de Rui Costa, envolvido nas decisões de saída de Crespo e contratação de Roger.
Entre na conversa da comunidade