O Vasco contratou Marino Hinestroza por 30 milhões de reais no início desta temporada, com aprovação unânime do departamento de futebol. Três meses após a contratação, o atacante ainda não se firmou na equipe, caindo ao fim da fila no comando de Renato Gaúcho.
O que chegou aos bastidores é um diagnóstico comum entre quem acompanha o dia a dia do clube: há uma diferença entre as projeções do jogador e a realidade dentro de campo. Marino demonstra ansiedade durante as partidas, o que pode explicar parte do desempenho abaixo do que apresentou no Atlético Nacional no primeiro semestre de 2025.
Outra leitura aponta para uma questão de confiança e de gestão da chegada do atleta. A comissão técnica entende que a forma física de Marino atrasou o encaixe dele no cotidiano de treinamentos, principalmente sob a orientação de Fernando Diniz no início de 2026. A equipe escalou o jogador antes de o departamento médico encerrar a avaliação de condição física.
Avaliação dentro do Vasco
Profissionais internos apontam que o atacante tentou demonstrar seu repertório técnico com poucos toques, o que gerou erros frequentes. O clube, porém, aponta um problema maior relacionado à preparação para a chegada do atleta.
A conclusão entre quem lida com o dia a dia é de que houve falha na gestão da integração de Marino ao elenco, o que dificultou a adaptação inicial. Ainda sem condições ideais de jogo, ele foi utilizado antes de receber alta médica completa.
A situação permanece sob acompanhamento interno, com foco na evolução física do jogador e na adaptação ao modelo de treino vigente no Vasco. A comissão técnica e a diretoria aguardam impactos mais consistentes no desempenho futuro.
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