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Copa nos EUA vira desafio financeiro para torcedores

Copa nos EUA impõe peso econômico aos torcedores: ingressos, transporte e vistos elevam custos, levando fãs a desistirem

Bola oficial da Copa nos Estados Undos, Canadá e México, em 2026.
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A Copa do Mundo nos Estados Unidos está rendendo mais do que jogos: envolve gastos elevados que afetam torcedores de todo o mundo. Ingressos, vistos e, principalmente, o transporte público para chegar aos estádios elevam o custo total da participação. O dólar alto amplifica o impacto, com valores que podem chegar a cifras irreais para muitos fãs.

Para brasileiros, a organização da Copa nas Américas, com partidas no Canadá e no México, ameniza alguns custos em comparação com edições passadas. Ainda assim, hospedagem, alimentação e gorjetas — chegando a 20% nos EUA — podem encarecer a viagem de forma expressiva. Muitos torcedores já desistiram.

A cidade de Boston e o entorno de Nova York aparecem entre os exemplos de alta nos gastos com deslocamento. Em Boston, o trem ao Estádio Gillette custará US$ 80, ida e volta, mais US$ 95 de ônibus para portadores de ingresso. Em Nova York, a ida e volta até o MetLife Stadium fica em torno de US$ 100.

Em meio a esses custos, o preço dos ingressos para a final, em 19 de julho, chega a patamares elevados. A venda oficial da FIFA aponta mínimo de US$ 11 mil, com opções que atingem US$ 2,3 milhões para os pacotes mais caros, conforme o sistema de preços dinâmicos.

Vistos, caução e entradas

A obtenção de visto também pesa no orçamento. Mesmo não integrando a lista de 47 países com exigências extras, muitos torcedores pagaram US$ 435 pelo visto, com rejeições ocorrendo em alguns casos. A incerteza de passar pela imigração agrava o planejamento.

Especialistas destacam ainda o papel da FIFA no financiamento do futebol, apontando que tarifas altas ajudam a sustentar o esporte, mas podem não beneficiar exclusivamente atletas e profissionais do setor. A governança e a distribuição de receitas voltam a ser questionadas.

A percepção de custo elevado atinge torcedores de países desenvolvidos, além de emergentes. Na França, estudo aponta gasto médio de cerca de € 4,8 mil para os primeiros três jogos. Em março, a Federação Europeia de Torcedores acionou a FIFA por preços considerados abusivos e opacidade na venda de ingressos.

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