O Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV) reapresenta nesta quarta-feira o desdobramento central da disputa societária envolvendo John Textor e a SAF do Botafogo. A Câmara de Mediação vai avaliar se mantém o afastamento do empresário norte-americano da gestão do Glorioso, em sessão online e sem horário divulgado.
A Justiça do Rio de Janeiro já extinguiu o processo que questionava o controle da SAF, determinando que a decisão ficasse na Câmara de Mediação da FGV. O procedimento é privado, autônomo e tem poder de execução e consenso entre as partes envolvidas: Ares, Textor e Botafogo Social.
Contexto da decisão
Na semana anterior, a Câmara de Mediação afastou Textor de forma provisória, com base em atos considerados controversos, como um acordo de compra e venda (SPA) que previa transferir a SAF para uma empresa em paraíso fiscal, em janeiro de 2026. O contrato envolveu a SAF, a Eagle Bidco e a Eagle Football Group.
Outro fator indicado pelos árbitros foi o pedido de recuperação judicial da SAF sem deliberação em assembleia, considerado violação das regras de governança. A medida é apresentada como solução de curto prazo para a insolvência da SAF, que enfrenta dívidas significativas.
Situação atual do processo e atores
A sentença que afastou Textor foi proferida pelos árbitros Adriana Braghetta, Alina de Miranda Valverde Terra e Lauro da Gama e Souza Júnior. A SAF contestou a decisão, mantendo decisão eventual contra a Ares, credora principal da Eagle, que detém 90% do futebol do Botafogo; Textor permanece, de fato, afastado do poder, com os outros 10% sob controle associativo.
Enquanto Textor fica fora, o diretor executivo interino é Durcésio Mello, nomeado pela SAF e com anuência da Justiça. Neste fim de semana, o empresário viajou a Brasília para acompanhar o empate de Botafogo contra Internacional, por 2 a 2, no Estádio Mané Garrincha, pela rodada 13 do Brasileirão.
O que está em jogo
A sessão online da FGV pode definir se Textor retorna à gestão da SAF ou permanece afastado. O desfecho pode impactar a estrutura acionária, o relacionamento entre as partes e o andamento financeiro do clube. O Botafogo segue buscando estabilidade para atravessar a crise econômica que envolve a SAF.
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