A FIFA autorizou na quarta-feira o retorno da seleção feminina afegã às competições internacionais. A decisão envolve todas as jogadoras, inclusive as atletas da equipe de refugiadas do país. O retorno deve ocorrer em junho, com adversários e locais a confirmar.
A ex-capitã Khalida Popal, fundadora da equipe, afirma que o grupo poderá representar resistência no cenário global. Ela ressalta que o apoio da FIFA permitiria desenvolver jovens talentos na diáspora, apesar das dificuldades enfrentadas pelas atletas no Afeganistão.
Antes da tomada de poder pelo Talibã em 2021, o Afeganistão tinha 25 jogadoras sob contrato; boa parte migrou para a Austrália. Atualmente, a seleção está em processo de seleção com estágios regionais na Inglaterra e na Austrália.
As atividades em estágio de preparação ocorrem em campos de treinamento no exterior, com imagens recentes registrando jogadoras em clubes de apoio às refugiadas. O objetivo é manter competitividade mesmo sem participação em torneios oficiais desde 2021.
A decisão da FIFA também é vista como um marco de direitos humanos. A diretora executiva de uma ONG ligada ao tema destaca que o gesto reforça a responsabilidade das associações nacionais para com a igualdade de gênero.
O retorno inclui a possibilidade de participação em eliminatórias olímpicas, ainda que o Afeganistão não tenha vaga na Copa do Mundo Feminina de 2027. A ideia é manter a visibilidade internacional e apoiar as atletas que atuam fora do país.
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