A disputa entre Flamengo e Palmeiras pela distribuição de direitos de transmissão ganhou contornos de guerra fria no futebol brasileiro. A frente é liderada por Bap, presidente do Flamengo, que pressionou clubes da Libra a aprovarem um aporte adicional. O montante em jogo é de 140 milhões de reais por ano até 2029, segundo reportagem.
Leila Pereira, à frente da Crefisa e da Faculdade das Américas, não aceitou o aumento proposto. Ela classifica a fatia extra como injusta para o Palmeiras e já sinaliza que pode tirar o clube da Libra. A administração palmeirense defende a divisão atual, baseada em igualitária, desempenho e audiência.
Bap conseguiu apoio de clubes da Libra com maior torcida e audiência para acolher o acréscimo. A decisão, se mantida, deixaria o Flamengo com ganhos maiores por temporada. O Palmeiras, por sua vez, sustenta que a divisão permanece proporcional aos critérios estabelecidos.
Em jogo: valores e critérios de distribuição
Segundo o modelo vigente, 40% vão para divisão igualitária entre os clubes da Série A, 30% com base no desempenho e 30% na audiência. O Flamengo argumenta ter mais jogos e maior visibilidade, o que sustenta a reivindicação de 140 milhões adicionais.
Leila discorda da leitura de que o tamanho da torcida justifica tratamento preferencial. Ela aponta que o correto é respeitar a regra vigente e manter a distribuição atual, sem privilégios para o clube com maior torcida.
Possível afastamento da Libra
Caso não haja acordo, o Palmeiras avalia alternativas. Entre as hipóteses está deixar a Libra e migrar para a Liga Forte União, que reúne uma série de clubes. Também permanece a opção de permanecer na Libra, desde que haja reavaliação da distribuição para atender o desempenho do Palmeiras.
A disputa envolve a Liga Brasileira de Clubes, contratos com emissoras e planos de transmissão até 2029. Flamengo e Palmeiras já tiveram confrontos diretos em competições nacionais, com a renda de direitos de transmissão sendo parte essencial do orçamento.
A tensão entre as diretorias reflete a disputa por hegemonia financeira do futebol sul-americano. O desfecho pode redefinir como os recursos de TV são distribuídos entre os clubes com maior capacidade de liderança de audiência.
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