O médico Lasse Lempainen afirmou que a cirurgia de Éder Militão era inevitável diante da gravidade da lesão no bíceps femoral da perna esquerda. O zagueiro do Real Madrid rompeu o tendão proximal, o que o afastou da Copa do Mundo de 2026. A decisão foi tomada com foco no futuro do atleta.
Segundo o especialista, lesões musculares são comuns no futebol, mas nem todas exigem intervenção cirúrgica. No caso de Militão, a gravidade do quadro de alto rendimento tornou a operação necessária para preservar a função muscular.
A recuperação costuma exigir tempo e cautela. Em termos gerais, lesões graves de isquiotibiais levam de quatro a seis meses para o retorno ao alto nível. Militão tem retorno estimado em cerca de cinco meses, apontando para o segundo semestre.
Recuperação e prognóstico
Mesmo após a cirurgia, o risco de nova lesão não é eliminado, mas pode ser minimizado com uma reabilitação bem planejada e uma cirurgia bem executada. O acompanhamento terá etapas progressivas, com avaliações periódicas.
O médico demonstrou otimismo quanto ao retorno. Existem relatos de atletas que conseguiram recuperar o desempenho máximo após esse tipo de intervenção, inclusive em fases posteriores da carreira.
A nova lesão ocorre em um momento estratégico para a seleção brasileira, que enfrenta dúvidas defensivas. Militão permanece fora do torneio, enquanto a comissão técnica prioriza a recuperação para o retorno ao mais alto nível.
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