Sabastian Sawe, o primeiro atleta a completar uma maratona em menos de duas horas, foi recebido como herói no Quênia. A notícia chegou de Londres, onde o feito ocorreu no último domingo. Sawe desembarcou no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, em Nairóbi, na noite de quarta-feira, e ganhou celebração maciça do país.
No Palácio Presidencial, em Nairóbi, o presidente William Ruto elogiou o feito de Sawe. O chefe de Estado descreveu a marca como um marco na história da resistência humana e comparou o momento a grandes marcos da humanidade, destacando a relevância para as futuras gerações. A cerimônia teve grande adesão popular e reforçou o status de Sawe no cenário esportivo do Quênia.
Sawe afirmou à multidão que o feito não foi apenas dele, mas de todos, e que a celebração deve unir o país. O Quênia, tradicional potência em provas de longa distância, tem histórico de pressões de alto nível para manter a elite, o que alimenta debates sobre doping entre atletas quenianos.
Controles antidoping e transparência
Para dissipar suspeitas de doping, Sawe se submeteu proativamente a controles adicionais. Ele pagou cerca de US$ 50 mil para ser testado 25 vezes ao ano pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) antes da Maratona de Berlim do ano passado.
Essa medida busca manter a transparência diante de casos passados envolvendo campeões quenianos que sofreram punições. Os controles reforçam o compromisso do atleta com a integridade competitiva e com a confiança do público.
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